O sofrimento nos ameaça a partir de três direções: de nosso próprio corpo, condenado à decadência e à dissolução, e que nem mesmo pode dispensar o sofrimento e a ansiedade como sinais de advertência; do mundo externo, que pode voltar-se contra nós com forças de destruição esmagadoras e impiedosas; e, finalmente, de nossos relacionamentos com os outros homens. O sofrimento que provém dessa última fonte talvez nos seja mais penoso do que qualquer outro - Sigmund Freud, (1927-1931).
Saídos como de um conto sinistro e mórbido do escritor norte americano Edgar Allan Poe (1809-1849), os elementos do acidente com a passarela da Rodovia Raposo Tavares integram o que de mais fantástico e misterioso poderíamos conceber quando o assunto é a vida como ela é, só para lembrar o escritor carioca, Nelson Rodrigues.
Poe levou para os seus textos, assuntos recorrentes de sua excêntrica literatura como a morte, sinais físicos dela, efeitos de decomposição, a reanimação dos mortos e o luto, assim como a tapocrifação, ou o funeral de pessoas vivas como método de tortura e execução de desafetos.
Na vida real, temos três homens, três vidas, três personagens que por um fio invisível, mas poderoso e sólido, se não na vida, porém, na morte faria ligar seus destinos e histórias dramaticamente. Na terça-feira, Dia de Finados, um dia antes do sinistro, por certo choraram seus mortos, numa reafirmação de sua afeição àqueles que lhes foram caros. Porém, o que eles não sabiam é que esse “Dia” não terminaria às 24 horas, como todos os anos ocorria, se não, que se prolongaria até às 5:40h da manhã do dia seguinte.
O motorista do caminhão basculante Anilto Renato da Silva, 45 anos, dirigia uma carreta da marca Volvo placa DBL 5336 de Indaiatuba, no sentido interior - São Paulo passou com a caçamba erguida vindo a colidir com a passarela de pedestre “Olga Dolores da Silva”. Com o violento impacto 45 toneladas de concreto vieram abaixo. O autônomo Vladimir de Almeida Pires, 49 anos, que dirigia em sentido contrário, uma Kombi placa CLK 3209 e morava em Brigadeiro Tobias foi esmagado quando a gigantesca viga cortou cirurgicamente a cabine do seu veículo onde estava. O metalúrgico desempregado Antonio da Silva, 63 anos, residente na Vila João Romão transitava de bicicleta na passarela quando ia recolher material reciclável e despencou de um vão de aproximadamente 7 metros.
O que faziam estes homens neste mesmo local, nesta mesma hora? O que podemos deduzir é que havia neles um único propósito: o de honrar os compromissos firmados com suas famílias. Levar para os seus lares o sustento que a todos dá segurança, prazer e felicidade. O pão nosso de cada dia.
Há nessa história elementos difíceis de compreender. Circunstâncias que desafiam nosso conhecimento e imaginação. Nossas filosofias e nossas crenças falham nesse momento, quando aspectos triviais do dia a dia, se transformaram em elementos catastróficos e destrutivos de nossas vidas. Não dá para levianamente tirar conclusões apressadas. Não dá para deduzir injunções espirituais de um deus determinista ou do acaso impessoal para justificar tão grande tragédia que veio macular o destino das famílias envolvidas.
Nisso reside a insignificância do ser humano. A sua incapacidade de prever situações de risco e atentatória à sua integridade física. A sua incapacidade para eliminar de seu destino a síndrome da contingência, que o expõe todos os dias, todas as horas e todos os segundos à possibilidade de desaparecer. A angustiosa finitude marca nossa vida para sempre como um gado tem a marca do seu dono.
Isso me faz lembrar uma música dos Titãs, Epitáfio, composição do Sérgio Brito, que diz: Devia ter amado mais/ Ter chorado mais/ Ter visto o sol nascer/ Devia ter arriscado mais/ E até errado mais/ Ter feito o que eu queria fazer.../ Queria ter aceitado/As pessoas como elas são/ Cada um sabe a alegria/ E a dor que traz no coração...// (...) // Devia ter complicado menos/ Trabalhado menos/ Ter visto o sol se pôr/ Devia ter me importado menos/ Com problemas pequenos/ Ter morrido de amor.../ Queria ter aceitado/A vida como ela é/ A cada um cabe alegrias/ E a tristeza que vier...
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PORQUE DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA QUE DEU O SEU FILHO UNIGÊNITO PARA QUE TODO AQUELE QUE NELE CRER NÃO PEREÇA MAIS TENHA A VIDA ETERNA...
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sábado, 6 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
TEMPO DE MATURIDADE CRISTÃ
Algumas experiências muito contraditórias, mas ao mesmo tempo muito enriquecedoras, demonstram o poder de Deus em nossas vidas, mas também a necessidade de amadurecer na palavra de Deus.
Lembro-me que logo que me converti, o meu primeiro pastor, o Reverendo Homero de Almeida dizia que no inicio da fé estávamos experimentando somente uma porção leve dos ensinamentos da palavra de Deus, mas que com o tempo teríamos que nos alimentar de algo mais forte, comparando inclusive o crescimento espiritual ao crescimento de uma criança, que mamava ao nascer, mas que um dia passaria para a papa e depois para a comida, até chegar numa “suculenta feijoada”.
Hoje depois de 15 anos de conversão e após ter vivido muitas experiências positivas e outras negativas na caminhada, começo á perceber que já passou do tempo de comer uma feijoada no Espírito, e enxergo também que muitas vezes a missão de cumprir o IDE de Jesus é uma função que só é possível quando buscamos o amadurecimento espiritual através da oração, do jejum e principalmente em andar em santidade, sendo que esse ultimo argumento só é possível quando conhecemos a palavra á qual temos que ter como única regra de fé e prática.
Mas hoje quero me prender mais a esse ultimo artifício de crescimento espiritual que é O CONHECIMENTO DA PALAVRA DE DEUS, pois acredito que ele é a única forma de nos fazer crescer em tudo o que Cristo pede quando está prestes á ser assunto aos céus.
Quando Jesus deixa o IDE no capítulo 16 do Evangelho segundo Marcos, ele diz “IDE e FAZEI DISCIPULOS, ENSINANDO-OS e BATIZANDO-OS em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO”. Mediante essa ordem deixada por Cristo, me faço perguntas praticas, daquelas que ninguém quer responder:
- Ir para onde se não conhecemos a vontade soberana de DEUS?
- Como fazer discípulos?? Quantos estamos dispostos á caminhar com alguém que está cheio de dúvidas e ás vezes faz perguntas que não gostamos nem de pensar em ouvir, como por exemplo QUEM É DEUS?, QUEM CRIOU DEUS?, POR QUE DEVO ACREDITAR EM ALGUÈM QUE NÃO VEJO... e muitas outras...
- Você está preparado para ter paciência com alguém que só pergunta coisas que te incomodam??
- Você tem conhecimento para responder as perguntas mais profundas sem desculpas ou palavras que já temos como jargões na igreja???
- Você realmente se interessa pelas almas desse mundo???
Digo isso não para acusar á você, até porque já me senti acusado, mas digo para demonstrar á você , quão urgente é estarmos na presença de Deus e conhecermos a palavra dele, para que na hora que formos indagados sejamos verdadeiros arautos da palavra de Deus e verdadeiros anunciadores da obra maravilhosa que Cristo Jesus quer realizar nesse mundo que a cada dia sofre com o pecado e que muitas vezes só precisa de uma resposta certeira que ninguém deu, para que encontre em Jesus a libertação de todo o mal sofrido nesse mundo que já está dominado pelo maligno.
Que Deus abençoe á mim e á você e nos dê o entendimento suficiente para sabermos que Deus nos quer presentes na Escola Dominical, nos quer presentes nos cultos de oração e de Estudo Bíblico para que possamos ser completos, para que possamos ser preparados para estar em condições verdadeiras de ocupar o posto de noiva do Coordeiro, pois sabemos que está muito próxima a volta de Cristo, e que só subirão com ele aqueles que estiverem verdadeiramente preparados e verdadeiramente conhecedores e cumpridores da sua palavra, pois Deus procura quem o Adore em Espírito e em verdade, e isso inclui nosso modo de viver.
Que possamos fazer a diferença nesse mundo que decai á cada dia, não de boca, mas de vida...
Em Cristo;
Coop. Luciano C. Ruggi
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Volta de Cristo
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
EIS QUE ESTOU À PORTA E BATO !!!
Texto Base: Apocalipse 3: 20
“ Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.
Introdução: Estamos vivendo em tempos de aflição, de lutas , de tribulações, de incertezas e talvez por isso encerramos cada dia de nossas vidas com a seguinte pergunta em nossas mentes:
Quando essa situação vai mudar? O que vai acontecer de novo na minha vida amanhã?
Creio que a única das respostas para nossa pergunta é: JESUS
Mas como?
1- Eis que estou á porta e bato
Dia após dia não temos encontrado solução para a nossa vida e alguns dizem até assim: você acha que a solução vai bater á porta? É , mas ela bate. Á cada dia, todas as manhãs, Deus nos dá o dom da vida, abrimos os olhos e qual a primeira coisa que fazemos? Alguns podem dizer: escovar os dentes.... Mas será que é possível escovar os dentes sem antes respirar?
Ouçamos essa música....
2 – Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta
A bíblia nos diz que Jesus virá como um ladrão, mas glorifique ao pai neste momento, porque este é só um exemplo.. O espírito Santo trabalha na vida dos que não o conhecem e até na vida daqueles que o conhecem, mas que estão fracos, na área do convencimento, ele não é um Deus ladrão, ele não é um Deus que arromba corações. Ele é um Deus que bate em nossas portas com uma mensagem de salvação, de alívio, de refrigério. Mas é preciso deixa-lo entrar.
3 – Entrarei em sua casa e cearei com ele e Ele comigo.
Aí está então o resultado de uma vida de proximidade com o Pai. Você já chamou para cear, para jantar em sua casa alguém que você nem conhece? Claro que não... só assentam-se em nossa mesa aqueles que conhecemos e que conhecemos muito bem, que amamos como amigo, como irmão na fé.
Com Deus também é assim, só que Ele é um Pai tão misericordioso que quando vai cear conosco , é Ele quem leva o alimento, é Ele que enche a nossa casa, a nossa vida de bênçãos, espirituais materiais e além de cear conosco aqui ... nossa casa Ele ainda tem uma vida eterna de gozo, de deleite e de paz para nos oferecer. È ele que nos abre portas.. quer ver? ( Isaías 45:1 / Apocalipse 3:8 e 4:1)
Conclusão
Mesmo sendo crentes... será que já estamos no gozo das bênçãos do Pai? Ou será que não é preciso escancarar as portas de nosso coração, ou abrir a porta do último cômodo... sabe aquele quartinho de bagunças que sempre que alguém vai a nossa casa, fechamos a porta e fazemos de conta que ele não existe? Pensemos ... será que não temos feito isso com Jesus?
Quero que façamos neste momento, mesmo assentado uma oração e que digamos ao Pai as mesmas palavras de quando o aceitamos...e aqueles que ainda não o aceitaram... esse é o momento, faça conosco também essa oração:
Pai... quero lhe abrir as portas do meu coração.. quero lhe pedir que o Senhor invada cada cantinho do meu ser e que eu possa desfrutar de todas as tuas bênçãos... Que eu possa mergulhar nas tuas águas, águas que saram e não entrar nos seus rios somente até a metade... Perdoa-nos e ensina-nos a viver de acordo com a sua vontade Sr., e que nunca esqueçamos do sacrifício do teu filho Jesus na cruz para me salvar e me purificar dos pecados. Escreve nesse momento pela primeira vez, ou mais uma vez o meu nome no Livro da vida!!!
Em nome de Jesus ... Amém
Creia que Ele te ouviu, e viva á partir de hoje uma nova vida, transbordante de alegrias e paz....
Coop. Luciano Ruggi
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terça-feira, 29 de junho de 2010
NOTICIA: Rio que faria parte do Jardim do Éden está em "caos", assim como o resto...
PRESTE BEM ATENÇÃO NESTA NOTICIA... APARENTEMENTE É SOMENTE MAIS UMA NOTICIA, PORÉM ELA PROVA QUE AQUILO QUE O HOMEM DIZ DOMINAR, ESTÁ UMA CATÁSTROFE. NÃO SE CONSEGUE CONTROLAR NEM A CRIATURA DECAÍDA E NEM A CRIAÇÃO DESTRUIDA... PRECISAMOS DE JESUS..
Principal rio do Iraque torna-se desastre ambiental e econômico
Shatt al Arab corre por onde seria a localização do Jardim do Éden.
Governo atual não tem forças para intervir e depende da ajuda de vizinhos.
Por Steven Lee Myers Do New York Times, em Siba, no Iraque
O rio Shatt al Arab, que corre do local bíblico do Jardim do Éden ao Golfo Pérsico, transformou-se num desastre ambiental e econômico que o novo governo democrático do Iraque está sem forças para resolver.
Desaparecendo devido a décadas da má administração ditatorial, seguido pela negligência resultante da seca e da sede dos seus vizinhos, o rio iraquiano, formado pela convergência dos rios Tigre e Eufrates, não consegue mais evitar a entrada das águas do mar.
A água salgada do Golfo corre agora para a península de Faw. No ano passado, pela primeira vez na história, ela chegou a ultrapassar Basra, a maior cidade portuária do Iraque, e até mesmo Qurna, onde os dois rios se encontram. Isso tem causado danos à pesca em água doce, aos rebanhos, plantações e aos pomares de tâmaras, que, uma vez, renomaram a região, forçando, também, a migração de dezenas de milhares de fazendeiros.
Em uma terra de dificuldades, resignação e fé, esse desastre no Shatt al Arab parece, para alguns, obra do poder divino. “O que Deus faz não está sob o nosso controle”, disse Rashid Thajil Mutashar, subdiretor de recursos hídricos em Basra.
Mas o homem tem uma parcela de culpa no declínio do rio. A Turquia, a Síria e o Irã já se aproveitaram dos afluentes que deságuam no Tigre e Eufrates e, por fim, no Shatt al Arab, deixando autoridades iraquianas de mãos atadas, a não ser suplicar para que liberem mais água de suas redes modernas de represas.
O problema ambiental agravou-se principalmente no ano passado, quando o Irã cortou totalmente, por dez meses, o fluxo do rio Karun, que se encontra com o Shatt no sul de Basra. O fluxo foi retomado após as chuvas de inverno, mas em uma proporção bem menor do que os níveis anteriores.
Nos anos 80, o Irã e o Iraque brigaram pelo Shatt al Arab, que marca a fronteira do extremo sul entre ambos os países; ainda há inúmeros resquícios enferrujados dos navios que afundaram com a guerra. Embora a relação entre eles tenha melhorado após a queda de Saddam Hussein, o rio se tornou novamente uma fonte de tensão diplomática.
“A água pertence a Deus”, afirmou Mohammed Sadoon, fazendeiro e pescador do vilarejo de Abu Khasib, que teve que vender dois búfalos d'água no ano passado porque não tinha mais água potável do rio Shatt para dar a eles. “Eles não deveriam tomá-la de nós”.
O ministro iraquiano de recursos hídricos, Abdul Latif Jamal Rashid, disse que as questões ambientais e as disputas pelos direitos sobre a água são uma herança da época da ditadura.
Hussein desviou o fluxo sul do rio para uma vala durante a guerra com o Irã e inundou as várzeas do sul do Iraque nos anos 90. Sua beligerância com os vizinhos do Iraque também fez com que o país se isolasse – e depois enfraquecesse – quando esses países construíram suas represas, desviando a água que, por milênios, correu pela Mesopotâmia, a terra dos dois rios.
“O Iraque não conseguia nem recusar e nem cooperar com eles”, alegou numa entrevista em seu escritório em Bagdá. “Eles fizeram o que queriam.”
Em Basra e nos vilarejos que se escoram na margem iraquiana do rio Shatt, o impacto do desastre foi profundo. A água doce que uma vez correu nos canais de Basra – a Veneza do Oriente Médio, assim chamada há muito tempo – agora está fétida e repleta de lixo.
A água salgada poluiu tanto as reservas de água potável que o governo tem lutado para cavar canais no rio desde o norte – o primeiro-ministro Nouri al-Maliki inaugurou um antes da eleição nacional deste ano – e transportar água doce para uma grande parte da região. Aqueles que têm condições financeiras evitam beber água da torneira, que, de tão salgada, é capaz de deixar marcas num copo quando seca.
Mutashar disse que o nível de sal aceitável na água do Shatt era de 1.500 partes por milhão; no ano passado, esse nível alcançou 12 mil.
Tradução: Fernanda Goulart
Principal rio do Iraque torna-se desastre ambiental e econômico
Shatt al Arab corre por onde seria a localização do Jardim do Éden.
Governo atual não tem forças para intervir e depende da ajuda de vizinhos.
Por Steven Lee Myers Do New York Times, em Siba, no Iraque
O rio Shatt al Arab, que corre do local bíblico do Jardim do Éden ao Golfo Pérsico, transformou-se num desastre ambiental e econômico que o novo governo democrático do Iraque está sem forças para resolver.
Desaparecendo devido a décadas da má administração ditatorial, seguido pela negligência resultante da seca e da sede dos seus vizinhos, o rio iraquiano, formado pela convergência dos rios Tigre e Eufrates, não consegue mais evitar a entrada das águas do mar.
A sujeira do rio se acumula em trecho de um canal que, anteriormente, era límpido e usado para celebrações religiosas. (Foto ao lado: Holly Pickett/New York Times)
A água salgada do Golfo corre agora para a península de Faw. No ano passado, pela primeira vez na história, ela chegou a ultrapassar Basra, a maior cidade portuária do Iraque, e até mesmo Qurna, onde os dois rios se encontram. Isso tem causado danos à pesca em água doce, aos rebanhos, plantações e aos pomares de tâmaras, que, uma vez, renomaram a região, forçando, também, a migração de dezenas de milhares de fazendeiros.
Em uma terra de dificuldades, resignação e fé, esse desastre no Shatt al Arab parece, para alguns, obra do poder divino. “O que Deus faz não está sob o nosso controle”, disse Rashid Thajil Mutashar, subdiretor de recursos hídricos em Basra.
Mas o homem tem uma parcela de culpa no declínio do rio. A Turquia, a Síria e o Irã já se aproveitaram dos afluentes que deságuam no Tigre e Eufrates e, por fim, no Shatt al Arab, deixando autoridades iraquianas de mãos atadas, a não ser suplicar para que liberem mais água de suas redes modernas de represas.
O problema ambiental agravou-se principalmente no ano passado, quando o Irã cortou totalmente, por dez meses, o fluxo do rio Karun, que se encontra com o Shatt no sul de Basra. O fluxo foi retomado após as chuvas de inverno, mas em uma proporção bem menor do que os níveis anteriores.
Uma refinaria de petróleo em Abadan, no Irã, na fronteira com o Iraque.
(Foto: Holly Pickett/New York Times)
Nos anos 80, o Irã e o Iraque brigaram pelo Shatt al Arab, que marca a fronteira do extremo sul entre ambos os países; ainda há inúmeros resquícios enferrujados dos navios que afundaram com a guerra. Embora a relação entre eles tenha melhorado após a queda de Saddam Hussein, o rio se tornou novamente uma fonte de tensão diplomática.
“A água pertence a Deus”, afirmou Mohammed Sadoon, fazendeiro e pescador do vilarejo de Abu Khasib, que teve que vender dois búfalos d'água no ano passado porque não tinha mais água potável do rio Shatt para dar a eles. “Eles não deveriam tomá-la de nós”.
O ministro iraquiano de recursos hídricos, Abdul Latif Jamal Rashid, disse que as questões ambientais e as disputas pelos direitos sobre a água são uma herança da época da ditadura.
Hussein desviou o fluxo sul do rio para uma vala durante a guerra com o Irã e inundou as várzeas do sul do Iraque nos anos 90. Sua beligerância com os vizinhos do Iraque também fez com que o país se isolasse – e depois enfraquecesse – quando esses países construíram suas represas, desviando a água que, por milênios, correu pela Mesopotâmia, a terra dos dois rios.
“O Iraque não conseguia nem recusar e nem cooperar com eles”, alegou numa entrevista em seu escritório em Bagdá. “Eles fizeram o que queriam.”
Em Basra e nos vilarejos que se escoram na margem iraquiana do rio Shatt, o impacto do desastre foi profundo. A água doce que uma vez correu nos canais de Basra – a Veneza do Oriente Médio, assim chamada há muito tempo – agora está fétida e repleta de lixo.
A água salgada poluiu tanto as reservas de água potável que o governo tem lutado para cavar canais no rio desde o norte – o primeiro-ministro Nouri al-Maliki inaugurou um antes da eleição nacional deste ano – e transportar água doce para uma grande parte da região. Aqueles que têm condições financeiras evitam beber água da torneira, que, de tão salgada, é capaz de deixar marcas num copo quando seca.
Mutashar disse que o nível de sal aceitável na água do Shatt era de 1.500 partes por milhão; no ano passado, esse nível alcançou 12 mil.
Canal do rio Shatt Al Arab, em Basra.
(Foto: Holly Pickett/New York Times)
Faris Jassim al-Imara, químico do Centro de Ciência Marinha da Universidade de Basra, disse que registrou níveis de até 40 mil partes por milhão, bem como metais pesados e outros poluentes que vêm do norte e da refinaria de Abadan no Irã, onde tubulações enormes despejam constantemente a água utilizada.
“Isso está matando o rio e as pessoas”, lamentou. Aqui em Siba, atravessando a margem da cidade de Abadan, a água salgada está, aos poucos, destruindo a agricultura, a principal fonte de renda depois do petróleo.
Jalal Fakhir, que, juntamente com seus irmãos, cultiva um pequeno pedaço de terra, que é da família há décadas, perdeu suas vinhas, cinco pés de damasco, e toda sua colheita de quiabo, pepino e berinjela. As tamareiras que ele plantou há dois anos morreram; as mais velhas resistiram, mas seus galhos estão amarelando, enquanto a colheita anual de tâmaras está mais escassa. Caminhando pelo seu escasso pomar, lamenta: “Isso era um paraíso”.
Os líderes do Iraque, lutando primeiro contra os conflitos pós-Saddam Hussein e agora contra o impasse político que retardou a formação de um novo governo, têm sido, até agora, incapazes de evitar a catástrofe que está ocorrendo aqui, e, menos ainda, revertê-la.
Gerenciar com eficiência a água do país todo continua sendo mais um objetivo do que uma realidade. O governo está planejando construir sua própria represa no Shatt – para combater a água do mar – mas, segundo Mutashar, o custo e a complexidade da idéia estão fora do alcance. Apesar das várias negociações com os países vizinhos para aumentar o fluxo do rio, o Iraque conseguiu apenas algumas promessas de cooperação, especialmente devido à seca que atingiu a região nos últimos anos.
“Se tivéssemos um governo bom e forte, conseguiríamos nossos direitos”, disse Hassam Alwan Hamoud, patriarca, 71 anos, proveniente de uma família de beduínos que vivem cabanas ao redor do Shatt, próximo a Abu Khasib. Em vez disso, eles se mudam com seus búfalos d'água conforme manda a água salgada. “Nosso governo não age. Eles são fracos”.
Rashid, o ministro de recursos hídricos, disse que o problema demorou décadas para desencadear, e levará décadas para ser resolvido.
Uma das coisas positivas da democracia do país, afirmou o ministro, é que os problemas se tornaram públicos, algo que não acontecia durante o governo de Saddam. “Isso veio à tona agora”, diz, “porque o Iraque é um país livre.”
Fonte: Site Globo.com ( G1 de 29/06/2010 )
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sábado, 20 de março de 2010
JESUS, O DONO DE NOSSA VIDA
Conta-se uma história verídica de um jovem soldado na Guerra Civil. Após uma explosão deixá-lo seriamente ferido, ele ficou caído no campo de batalha coberto de sangue. Um enfermeiro sentou-se ao lado do pobre combatente, pressionando o seu polegar contra o pescoço do jovem para parar o sangramento.
No ardor da batalha, um médico chegou aos dois homens, examinou o ferimento bem de perto e disse ao soldado que tinha tido muita sorte. O dano tinha acontecido muito perto de uma artéria principal que, se tivesse sido atingida, ele teria morrido quase que instantaneamente.
O médico cuidadosamente suturou as pequenas veias que o enfermeiro havia ficado pressionando.
Alguns minutos depois, o médico foi chamado de volta. O aterrorizado enfermeiro pressionava a artéria principal com seu polegar, quando subitamente estourou. O bom médico explicou que a partir daquele momento nada mais poderia ser feito pelo combatente, pois, assim que o enfermeiro retirasse seu polegar, o sangue iria jorrar rapidamente e não haveria maneira alguma de impedi-lo.
Nas três horas seguintes, o jovem e corajoso soldado agradeceu ao enfermeiro pelo que havia feito por ele, escreveu cartas de adeus aos seus entes queridos, colocou suas questões em ordem e, enfim, pediu ao enfermeiro que retirasse o polegar. O aterrorizado enfermeiro virou seu rosto do jovem guerreiro e removeu o polegar – o soldado morreu em questão de minutos.
Quer tenhamos luz suficiente para entender isto ou não, o eterno Deus da criação sustenta nossas vidas em Suas mãos. Quando a presença protetora de Sua mão é retirada, nós morremos. Nada somos além de seres humanos mortais, e Nele vivemos, nos movemos e existimos”(Atos 17:28). Cada vez que respiramos e cada batida de nossos corações, somente ocorrem porque Ele mantém sua graciosa mão sobre nossas vidas.
Somente Ele é a origem da vida humana, Aquele que sustenta nossa existência.
No ardor da batalha, um médico chegou aos dois homens, examinou o ferimento bem de perto e disse ao soldado que tinha tido muita sorte. O dano tinha acontecido muito perto de uma artéria principal que, se tivesse sido atingida, ele teria morrido quase que instantaneamente.
O médico cuidadosamente suturou as pequenas veias que o enfermeiro havia ficado pressionando.
Alguns minutos depois, o médico foi chamado de volta. O aterrorizado enfermeiro pressionava a artéria principal com seu polegar, quando subitamente estourou. O bom médico explicou que a partir daquele momento nada mais poderia ser feito pelo combatente, pois, assim que o enfermeiro retirasse seu polegar, o sangue iria jorrar rapidamente e não haveria maneira alguma de impedi-lo.
Nas três horas seguintes, o jovem e corajoso soldado agradeceu ao enfermeiro pelo que havia feito por ele, escreveu cartas de adeus aos seus entes queridos, colocou suas questões em ordem e, enfim, pediu ao enfermeiro que retirasse o polegar. O aterrorizado enfermeiro virou seu rosto do jovem guerreiro e removeu o polegar – o soldado morreu em questão de minutos.
Quer tenhamos luz suficiente para entender isto ou não, o eterno Deus da criação sustenta nossas vidas em Suas mãos. Quando a presença protetora de Sua mão é retirada, nós morremos. Nada somos além de seres humanos mortais, e Nele vivemos, nos movemos e existimos”(Atos 17:28). Cada vez que respiramos e cada batida de nossos corações, somente ocorrem porque Ele mantém sua graciosa mão sobre nossas vidas.
Somente Ele é a origem da vida humana, Aquele que sustenta nossa existência.
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